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É pecado ?


Quantas inúmeras vezes não nos pegamos pensado "Meu Deus! Isso é errado!" ou então "Eu vou direto pro inferno por isso!"; pois é, a eterna dúvida "É pecado ser gay?".

Sim, é pecado. Mas é pecado enquanto você se culpa, não se aceita e principalmente não entende as "pistas" deixadas por ELE.

Não sei ao certo onde, mas existe uma "passagem" na Bíblia onde diz q certo rapaz sente certo "amor diferente" pelo seu irmão, um amor "além do de irmão". E o que acontece com ele??? NADA !! Não foi banido do paraíso ou foi apedrejado em praça publica nem nada!

Ou seja, é pecado o desejo carnal (inclusive os dos heteros sexuais) e não o amor verdadeiro. Por isso "deixa" de ser pecado!

Agora, alguma vez você escutou essa "passagem" em alguma celebração? NUNCA né! A igreja tem que parar de fazer a imagem de Deus como um Tirano e de principalmente, influenciar em nossas vidas; a influencia é tão grande que, certas religiões, prometem "curar" um homossexual! Acho engraçado q a mesma religião é cheia de "ex", "ex-assassino", "ex-homossexual", "ex-drogado" e por aí vai...

Enfim, não deixe se influenciar pelo o q acham q é certo. O importante é ser feliz! Buscar a felicidade e não se prender as coisas medíocres da vida.

Gleiner



- Postado por: Universo Gay News às 20h06
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As coisas não pareciam ir bem para Lucas. Com o fim das férias, o menino se preparava para retornar ao colégio, onde costumava ser muito desrepeitado por seus colegas. Pra piorar, ele agora começava a compreender e aceitar sua homossexualidade, mas não confiava em ninguém o suficiente para desabafar sobre o assunto.

Tudo indicava que um ano péssimo o aguardava pela frente. Mas Lucas simplesmente não fazia idéia das reviravoltas que estavam prestes a acontecer em sua vida...

Acompanhe a história de Lucas. Comentários e sugestões, escreva para universo-gay@uol.com.br

 

Quatro da madrugada.

Eu ainda estava acordado, olhando pela janela do meu quarto. Só havia uma lâmpada acesa na rua pouco movimentada da minha casa. O único som que eu ouvia era o latido insistente de um cachorro chato em algum lugar bem longe.

Não conseguia pegar no sono. Não por causa do latido, muito menos por causa da lâmpada. O problema era que mil pensamentos passavam pela minha cabeça a cada segundo, e eu nunca consigo dormir quando fico desse jeito. Dali a poucas horas, começava o meu primeiro dia de aula. Oitava série. Mais um ano na escola, mais um ano naquela droga de escola. Pensei em pular pela janela e sair correndo, fugir para um lugar tão longe que nem eu mesmo saberia me encontrar. Uma pena que eu moro num sobrado.

Pensei em muitas coisas aquela noite. Na minha vida, em tudo o que tinha ficado para trás e tudo o que viria pela frente. Não gostei de nenhum dos dois.

Meu nome é Lucas. Tenho 14 anos. Para os outros, sou um típico adolescente da minha idade. Odeio esta palavra: típico. Me faz sentir como se eu fosse um produto fabricado em série, igualzinho a todos os outros, sem nada de especial, nada que me destaque do resto. Mas isso só para os outros, é claro. No fundo eu sei que a única coisa de típico que eu tenho é a aparência. De resto, sou tão diferente de todo mundo quanto você possa imaginar.

Pra começar, eu sou gay. É isso mesmo. Há tempos que eu já sei disso, mas só há pouco resolvi aceitar de uma vez por todas. E ninguém sabe o quanto me custou pra isso. Ninguém sabe das noites que eu passei chorando no quarto, pedindo a Deus que me fizesse voltar ao "normal". Ninguém sabe das humilhações que eu sofri, quando todos os meus "colegas" de classe já tinham arrumado suas namoradinhas e só eu fiquei de fora. Durante esses anos, ouvi todos os sinônimos que existiam no dicionário: bicha, baitola, frutinha, veado... cada dia era um. Mas todos os dias eram os mesmos moleques infernais, sempre desfilando pelo pátio da escola em suas turminhas, parecendo os donos da cocada preta. Eram todos uns retardados. Só que infelizmente eu era o único que achava isso. O resto da escola parecia pensar que o retardado era eu, e que eles eram os supra-sumos da parada. Até as meninas disputavam suas companhias. Alguns garotos mais velhos, do primeiro, segundo colegial, também se juntavam ao grupinho. Eu ficava sozinho. Por causa da minha fama, nunca tive muitos amigos. Antigamente isso me deixava chateado, andar pelo pátio no recreio sozinho, parecendo um perdido da vida; agora até prefiro, pois isso significa que pelo menos eles não vieram atrás de mim para me azucrinar de novo.

Mas o irônico de tudo isso - a vida é cheia dessas ironias sem graça - é que com o passar do tempo, eles foram se provando certos. Eu era mesmo gay. No fundo eu sempre soube. Nunca curti paquerar as meninas da minha sala, mas sempre ficava de olho em um colega na carteira da frente que eu achava lindo. Mas eu não queria de jeito nenhum dar o braço a torcer. Pensava que isso iria passar, que era só uma fase, que eu estava confuso. Mas a fase não passou. E isso só me deixou mais confuso ainda. Não tinha com quem conversar sobre o assunto. Com meus pais? Dizer o quê pra eles? Que o filhinho deles estava virando gay? Nem pensar. Resolvi lidar com isso sozinho. Só agora entendo. Não sou, como disse antes, um adolescente típico. Acho até que sou o único. Onde mais poderia haver um menino que curte outros meninos?

Pensei em tudo isso durante a noite. Pensei que dali a pouco aquele inferno todo começaria de novo. Eu teria que passar mais um ano quieto, sentado no meu canto, fazendo força para não ser notado. Porque se fosse, era aquela tortura. Estava triste, com medo. Triste com tudo o que passou, com medo do que viria pela frente. Olhei pela janela. Ainda queria pular e fugir.

Seis e meia. O despertador tocou e eu ainda estava acordado.



- Postado por: Universo Gay News às 20h05
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